19 de Outubro de 2026 às 08:10
Eleições 2026

O plano de governo de Flávio Bolsonaro traz a retomada do Programa Nacional de Desestatização. Isso representa riscos reais de demissões em massa, fechamento de agências e perda de direitos trabalhistas. O candidato à presidência do PL já afirmou em entrevistas que pretende privatizar 95% das estatais, como a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES.
Os empregados e empregadas da CEF e do BB possuem acordos específicos que garantem direitos e benefícios além da CCT da categoria bancária. E tudo isso está em risco:

No seu plano de governo, o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), ainda propõe "dar continuidade à reforma administrativa para modernizar o funcionamento do Estado e a carreira do servidor", sem detalhar quais medidas seriam adotadas.
Apesar de não mencionar no plano de governo a estabilidade dos servidores, projetos do pai do candidato, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e declarações da coordenadora da pauta econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, ex-presidenta da Caixa, mostram que os empregos, a estabilidade, a remuneração e as condições de trabalho dos servidores – incluídos os bancários de bancos públicos – podem estar em risco.
Uma das propostas de reforma administrativa apresentada no governo de Jair Bolsonaro foi a PEC 32/2020, elaborada pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, tinha como propostas:
Mais recentemente, foi apresentada a PEC 38/2025 pelo deputado federal Zé Trovão (PL/SC), do mesmo partido de Flávio Bolsonaro, com a elaboração do texto liderada pelo deputado Pedro Paulo (PSD/RJ). Entre outros pontos, a PEC 38/2025:
Da mesma forma que ocorreu com a PEC 32/2020, a PEC 38/2025 só não seguiu com a sua tramitação devido à reação da sociedade e das entidades sindicais, além do apoio e da pressão do governo Lula para que a proposta de precarização do serviço e da carreira pública não avançasse.
Por: Comunicação do SEEBCG-MS - com informações do SPBancários
Link: https://www.sindicario.com.br/noticias-gerais/voce-sabe-que-a-escolha-do-proximo-presidente-interfere-diretamente-nos-empregos-dos-bancos-publicos/