29 de Janeiro de 2026 às 13:02

Dia da Visibilidade Trans: Luta por direitos e inclusão na categoria bancária

29 de Janeiro

No Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, o Brasil volta a encarar uma de suas contradições mais profundas. Ao mesmo tempo em que o tema ganha maior espaço no debate público e na mídia, o país segue liderando, há quase duas décadas, os índices de assassinatos de pessoas trans no mundo. A constatação reforça que a visibilidade, embora essencial, ainda não se converteu em garantia plena de direitos básicos, como segurança, cidadania e acesso ao trabalho digno.

A data surgiu em 2004, a partir da campanha “Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos”, articulada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) em parceria com o Ministério da Saúde. O objetivo era afirmar que visibilidade significa respeito concreto, vivido no cotidiano e não apenas reconhecimento simbólico.

Categoria bancária

Historicamente, o movimento sindical bancário luta pelos direitos da população trans na categoria. Essa atuação será ainda mais intensa em 2026, ano da Campanha Nacional dos Bancários.

Na última Campanha Nacional, em 2024, o Comando Nacional dos Bancários assegurou o uso do nome social nos crachás e nos sistemas dos bancos, mesmo que o direito ainda não tenha sido reconhecido pelo Estado. O respeito ao uso do banheiro adequado foi outro compromisso importante assumido pelos bancos na negociação, bem como a maior presença e a ascensão das pessoas trans no mercado financeiro.

"No movimento sindical bancárip, nossa luta vai além do simbólico: conquistamos o direito ao nome social e ao uso do banheiro adequado, mas o desafio para 2026 é garantir que a visibilidade se transforme em oportunidades reais, com mais contratações e ascensão profissional. Dignidade e respeito no trabalho são direitos humanos fundamentais, e o setor bancário precisa ser um exemplo de inclusão e segurança para todas as pessoas", disse a presidenta do SEEBCG-MS e vice-presideta da Fetec-CUT/CN, Neide Rodrigues.

Para a Contraf-CUT e as entidades sindicais, a data é um lembrete crucial de que o preconceito não deve impedir o acesso ao emprego nem a ascensão profissional da população trans. Mais do que uma pauta laboral, esta é uma luta por direitos humanos, fundamentada na dignidade que deve ser garantida a todas as pessoas.

Direitos reconhecidos, realidade ainda desigual

Nos últimos anos, o Brasil acumulou avanços importantes no campo jurídico. Pessoas trans e travestis podem realizar a retificação de nome e gênero diretamente em cartório, sem necessidade de cirurgia, laudos médicos ou autorização judicial. O uso do nome social é garantido em escolas, universidades, no sistema eleitoral e nos serviços públicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral por meio do Processo Transexualizador, incluindo hormonização e cirurgias.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a transfobia ao crime de racismo, assegurando proteção legal. Apesar desses marcos, a distância entre o direito formal e a vida cotidiana ainda é grande.

Con informações CUT, Contraf e SPBancários


 

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